Tendinopatia do Manguito Rotador: A nova diretriz de prática clínica de 2025
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Dor no ombro relacionada ao Manguito Rotador é uma das queixas musculoesqueléticas mais comuns apresentadas na atenção primária e em clínicas de fisioterapia. No entanto, o excesso de medicalização, as estratégias de avaliação inconsistentes e a dependência de exames de imagem continuam sendo comuns.
A Diretriz de Prática Clínica 2025, de Desmeules et al., publicada no Journal of Ortopédica & Sports Fisioterapia, oferece uma visão geral abrangente e baseada em evidências para o diagnóstico,
tratamento não cirúrgico e reabilitação de adultos com tendinopatia do manguito rotador (TRM). Este artigo resume as principais atualizações e conclusões da diretriz 2025, ajudando os clínicos a aplicá-las com confiança e clareza na prática diária.
Por que esta diretriz é importante
Desenvolvida por uma equipe internacional de especialistas em fisioterapia, ortopédica e medicina física, a diretriz de prática clínica é baseada em revisões sistemáticas, envolvimento do paciente e padrões metodológicos rigorosos. Com o apoio da Rede de Reabilitação de Quebec (REPAR), da Rede de Pesquisa sobre Dor de Quebec (QPRN) e da Academia de Fisioterapia Ortopédica (AOPT) da Associação Americana de Fisioterapia (APTA), ela consolida as melhores evidências disponíveis para os clínicos em todo o mundo. Com oito representantes de pacientes de três países envolvidos no processo de revisão, esta diretriz também reflete a experiência vivida e as preferências daqueles que recebem cuidados.
Explicação sobre os graus de evidência
Cada recomendação na diretriz de prática clínica recebe uma nota que reflete a força e a certeza da evidência de apoio:
- Grau A – Evidência forte: Apoiado por vários ensaios controlados randomizados (RCTs) ou revisões sistemáticas de alta qualidade.
- Grau B – Evidência moderada: Apoiado por pelo menos um RCT de alta qualidade ou vários RCTs ou estudos de coorte de qualidade inferior.
- Grau C – Evidência fraca: Baseado em estudos únicos de baixa qualidade ou consenso de especialistas, onde a pesquisa é limitada.
- Grau D – Evidência conflitante: Os estudos discordam em suas conclusões.
- Grau E – Teórico/fundacional: Baseado em pesquisas com cadáveres, biomecânica ou animais.
- Grau F – Opinião de especialista: Baseado nas melhores práticas e no consenso clínico na ausência de evidências empíricas.

